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NOVAS TéCNICAS NO PROCEDIMENTO DE INTUBAçãO EM PACIENTES GRAVES

Em 2018 os resultados de pesquisa das instituições britânicas foram publicados em forma de um documento que orienta os profissionais de saúde nas novas técnicas no procedimento de intubação de pacientes graves. Você já está atualizado sobre as novas técnicas no procedimento de intubação em pacientes graves?

Novas técnicas no procedimento de intubação em pacientes graves

Do que se trata a diretriz?

A intubação orotraqueal é uma importante estratégia de suporte avançado de vida. Que consiste na proteção do paciente contra substâncias ou líquidos que possam obstruir o canal respiratório, além de auxiliar na oxigenação desses pacientes, através da ventilação mecânica.

A técnica é usada principalmente em pacientes em estado de parada cardíaca ou respiratória, bem como a insuficiência respiratória causada por algum tipo de entupimento ou obstrução das vias aéreas.

Também emprega-se a intubação em casos de pacientes com ocorrência de complicações profundas na árvore pulmonar, como o que ocorre por exemplo em situações com abundante quantidade de secreção nessa região.

De acordo com o artigo publicado pelas organizações britânicas de anestesia e emergência, as situações de complicação mais graves que ocorrem após esse procedimento poderiam ser evitadas caso uma política de manejo mais colaborativo pudesse ser adotada desde os primeiros momentos do procedimento.

Comunicação e colaboração: Um trabalho de equipe.

As novas diretrizes encorajam que uma comunicação mais objetiva, aliada a colaboração de uma equipe preparada para agir rápido é uma saída muito mais interessante do ponto de vista prático, do que a simples exploração de equipamentos mais modernos, por exemplo.

Antes de discordar da ideia apresentada, é importante entender que essa proposta sana o problema de muitos ambientes hospitalares instalados em regiões que não dispõe de recursos para investir em equipamentos de última geração e assim, a técnica dá as equipes médicas responsáveis pelo suporte de vida avançado dessas localidades uma estratégia segura e muito eficaz de garantir que o procedimento possa ser realizado com a agilidade que o paciente precisa.

A nova diretriz britânica para intubação em pacientes graves    

A seguir, entenda o que mudou nas técnicas de intubação em pacientes graves segundo o ponto de vista das maiores instituições de pesquisa do setor, e saiba quais são as novas diretrizes para o procedimento de acordo com o artigo publicado por elas:

O primeiro ponto de importância abordado pela diretriz é que uma equipe esteja pronta para realizar o procedimento e que essa equipe seja composta por profissionais divididos entre as seguintes funções:

1 -Liderança

A liderança irá monitorar o procedimento como um todo orientando cada integrante na realização da sua tarefa previamente estabelecida. Para isso, o líder tem de estar com as mãos livres, apto a orientar a tomada de decisão caso seja necessária por algum motivo, uma guinada diferente no manejo do procedimento.

2 - Circulante

O circulante é o profissional que ficará responsável unicamente por facilitar o acesso ás ferramentas necessárias para o procedimento. Economizando o tempo e otimizando o trabalho.

3 - Médico: Este é o responsável direto pela intubação.

4 -Enfermeiro pode ajudar no procedimento, embora ao profissional de enfermagem também caiba o manuseio de medicamentos bem como dos outros equipamentos possivelmente requeridos durante o processo, como por exemplo o carrinho de parada.

A hora de pedir ajuda

Como se pode ver as novas diretrizes estabelecem um mínimo de quatro pessoas, pra a realização do procedimento, mas é interessante avaliar a necessidade de cada situação. Podendo haver a inclusão de mais profissionais se for possível e necessário.

Por exemplo, a diretriz recomenda a insistência em até três tentativas de uso do DEG, caso o paciente não responda ventilando e oxigenando, é hora de fazer a cricotomia em caráter emergencial.

O grau de dificuldade

Para ajudar a entender o quadro do paciente, recomenda-se também a utilização do MACOCHA, índice que ajuda a estabelecer o grau de dificuldade do procedimento. De acordo com a pontuação final também fácil saber se é necessário, por exemplo a ajuda de um segundo médico.

A saber: São considerados difíceis os quadros que apresentam índice a partir de três pontos.

Doze pontos é a referência que indica os quadro muito difíceis e três pontos, são os indicativos de quadros considerados como fáceis.

Veja os detalhes de como é dada a pontuação em cada agravante de acordo com o score:

         Mallampati II ou IV equivalem à 5 pontos

         Apneia obstrutiva do sono soma-se 2 pontos

         Mobilidade cervical reduzida é igual à 1 ponto

         Abertura da boca inferior à três centímetros, 1 ponto

         Quadro de coma 1 ponto

         Oximetria baixa (inferior à 80%) soma-se 1 ponto

         Médico não anestesista também soma-se 1 ponto.

Prepare-se

Como se pode imaginar, um dos principais obstáculos para que as novas recomendações encontrem espaço na prática hospitalar é o tempo necessário para treinamento.

Afinal de contas organizar e treinar as equipes médicas é uma ação que exige planejamento e é claro, isso nem sempre é possível no ambiente hospitalar.

Por isso, quem se prepara primeiro ganha pontos na hora de apresentar-se á uma nova vaga além de demonstrar um trabalho de maior qualidade dentro da sua rotina diária. Por isso fique atento e saia na frente, buscando mais sobre o assunto e colocando os seus conhecimentos em evidência.

Saiba mais

O documento publicado em 2018 é completo e detalhado, especificando inclusive novas estratégias no preparo dos equipamentos.

 A diretriz se relaciona também com a política de medicina humanizada e prioriza o treinamento humano e a interação como principal ferramenta de eficiência.

Veja mais direcionamentos a respeito da conduta lendo o artigo original na íntegra para saber tudo sobre as novas diretrizes no procedimento de intubação de pacientes graves recomendadas pelas agências britânicas e organizações de anestesia e terapia intensiva através do link: https://bjanaesthesia.org/article/S0007-0912(17)54060-X/fulltext

Para isso consulte também os nossos profissionais e esclareça as suas dúvidas seguindo a nossa plataforma para não perder nenhuma das nossas atualizações.


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