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DESAFIOS PARA REALIZAçãO DE UM PALS

O PALS, suporte de vida em pediatria é o conjunto de recursos usados no caso de socorro imediato à pacientes infantis. Esses procedimentos exigem treinamento e energia, mas antes de qualquer coisa, é necessário um olhar humano, para entender os desafios para a realização de cada etapa de modo adequado.

Desafios para realização de um PALS

Isso porque de acordo com estudos de estatística, os fatores que levam o paciente infantil a parar são quase sempre de ordem respiratória, como afogamento, obstrução do canal respiratório e outros fatores como alergias capazes de obstruir as vias aéreas em ocasião de inchaço.

E por causa disso, há algumas mudanças específicas nas técnicas usadas, como a massagem, por exemplo, que nesse caso, exige uma quantidade quase duas vezes maior de oxigenação, do que o que ocorreria num adulto, por exemplo.

Para saber mais sobre os desafios para a realização de um PALS e entender os pontos onde o PALS exige maior atenção, leia esse artigo na íntegra.

PALS – Rapidez e controle emocional

Sabe-se que a demora no atendimento de pacientes em parada, pode ocasionar lesões graves de ordem neurológica e outras sequelas importantes. Mas nem sempre é possível prestar o socorro como se gostaria e isso acontece por diversos fatores.

Quem escolhe atuar como socorrista, por exemplo, frequentemente acaba entrando em contato muito mais frequente com pacientes adultos do que infantis e o  resultado disso é que no momento de socorrer uma criança o profissional se sinta inseguro e assim esqueça as particularidades do atendimento, e se sinta inclinado a realizar os procedimentos da mesma maneira de sempre.

Cuidado, é muito importante manter a calma e se lembrar das diretrizes do PALS, embora isso nem sempre pareça tão fácil, acima de tudo início da carreira na área de saúde.

Por isso pode ser interessante se manter atualizado lendo conteúdos sobre o assunto com alguma frequência, ou separando um artigo para refrescar a sua memória uma ou duas vezes por semana. Essa preocupação pode salvar vidas e ajudar o profissional a manter a calma, uma vez que se sente mais preparado.

RCP em criança

Como vimos, quando se depara com um paciente infantil o profissional precisa deixar o estresse de lado e se lembrar de que as técnicas empregadas precisam de perícia e calma.

Alguns dos pontos importantes que o estresse pode fazer com que desapareçam da sua memória são:

  •          Verificar a segurança do local.
  •          Pedir um desfibrilador.
  •          Deixar o tórax retornar a sua posição original.

Lembre-se também de envolver o tórax do bebê com as duas mãos enquanto usa os seus polegares sobrepostos, para realizar a compressão do terço inferior do esterno.

Em bebês, a ventilação com a boca pode ser feita sobre nariz e boca e enquanto em crianças maiores, a palma de uma das mãos pode ajudar a fazer a massagem.

O tempo de insuflação deve ser de um segundo, sempre observando a inflação do tórax.

Acesso venoso difícil

Esse é outro desafio que ocorre em uma situação onde o suporte de vida pediátrico é necessário. O acesso venoso difícil é uma das maiores preocupações do profissional de saúde nesse momento. Isso porque a situação de parada muitas vezes traz um quadro onde é complicado, senão impossível localizar acesso venoso e assim algo que poderia ser realizado com relativa facilidade, se transforma num verdadeiro obstáculo.

O próprio estado da criança que pode estar em hipotermia, torna as vias mais difíceis de acessar e nessas horas, a única saída é obter o chamado acesso intraósseo, que deixa muita gente preocupada e por isso mais propensa a cometer erros.

O acesso intraósseo exige técnica e conhecimentos não só dos mecanismos usados, os chamados Dispositivos manuais e automáticos, como também do próprio ponto onde deve acontecer o acesso. Segundo o PALS, os locais indicados para a obtenção do acesso são:

  •          Tíbia proximal.
  •          Tíbia distal (acima do maléolo medial)
  •          Fêmur distal
  •          Espinha ilíaca ântero-superior.      

É muito importante reconhecer que há possibilidades de complicações nesse tipo de procedimento. Alguns dos riscos desse tipo de inserção são: Fraturas, extravasamento, embolias e outras situações graves. Por isso, peça ajuda se não se sentir apto a realizar o procedimento. Não há nada de errado em aprender para desenvolver melhor o trabalho. 

Atenção aos dispositivos usados:

Como dito anteriormente, o profissional de saúde pode recorrer a diferentes mecanismos para obter o acesso intraósseo, desde que se lembre de que é importante verificar o peso e tamanho da criança antes de optar entre uma dessas duas alternativas de ferramentas disponíveis:

 1- Dispositivos automáticos:

São chamados dispositivos automáticos os que possuem um mecanismo de controle de profundidade, que delimita a inserção da agulha.

É possível encontrar tamanhos adequados para o peso do paciente e dentro dessa opção há também a possibilidade de escolha entre as agulhas motorizadas e as de impulsão por impacto.

2- Dispositivos manuais: Os dispositivos manuais são agulhas próprias para a tarefa de acesso intraósseo, e para isso possuem um trocarte removível, o que facilita o processo deixando-as livres dos riscos de entupimento.

É importante não improvisar na escolha. Adotar materiais secundários e sem a aprovação do USFDA (US Food and Drug Adminitration), e por isso não indicados para esse procedimento, por facilitar a ocorrência de complicações dificultando a recuperação e ocasionando sequelas.

A seguir veja as agulhas manuais recomendadas:

  •          Sur-Fast com rosca (Cook Critical Care)
  •          Jamshidi
  •          Dieckmann (também da marca Cook Critical Care)

Atualizações das diretrizes

Existem diferentes protocolos que especificam os métodos de suporte de vida mais eficazes. O usado no Brasil é o modelo americano, publicado pela American Heart Association, documento que sofreu atualizações em 2015 com a finalidade de refinar os atendimentos com base nas estatísticas e assim, apresenta uma sequência eficaz e moderna de recursos. Para saber mais a respeito siga a nossa plataforma e leia o protocolo na íntegra através do site:

https://eccguidelines.heart.org/wp-content/uploads/2015/10/2015-AHA-Guidelines-Highlights-Portuguese.pdf


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